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Estúdio Reels
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Como preparar o roteiro de um Reels institucional

Por Andres 5 min de leitura

Homem de óculos e jaqueta jeans falando para a câmera com um tablet na mão, em estúdio com luz baixa

Roteiro de Reels de empresa costuma chegar aprovado por quatro pessoas e morrer nos primeiros dois segundos. Passou pelo marketing, passou pelo jurídico, passou pelo diretor — e começa com “a Empresa X, presente no mercado há vinte anos”. Ninguém assiste isso. O problema não estava na edição nem na câmera; estava na linha um.

O que segue é o jeito de escrever esse roteiro pra que ele chegue no dia da gravação já pronto pra virar tomada.

Uma ideia por vídeo, e olhe lá

O pedido quase sempre vem no plural: falar do novo serviço, mostrar a equipe, reforçar o posicionamento e ainda chamar pro site. São quatro vídeos, não um.

Escolha o que a pessoa precisa entender ao final de trinta segundos e corte o resto sem dó. O que sobrou não sumiu — virou o roteiro da semana que vem. Empresa que produz quatro Reels curtos por mês tem material melhor que empresa que produz um Reels de um minuto e meio tentando dizer tudo.

A primeira frase é o roteiro inteiro

Você tem mais ou menos dois segundos antes do polegar decidir. Nesse tempo não cabe apresentação, não cabe vinheta com logo e não cabe “hoje eu vou falar sobre”.

Abra pelo problema de quem assiste, ou por uma afirmação que obrigue a discordar. “A maioria das empresas paga duas vezes pela mesma foto de produto” funciona. “A nossa empresa oferece soluções em imagem” não funciona nem no papel.

Teste caseiro: leia a primeira frase em voz alta pra alguém que não trabalha com você. Se a pessoa perguntar “e aí?”, está bom. Se ela só assentir com educação, reescreva.

Escreva sabendo que vão assistir sem som

Muita gente vê Reels no transporte, no escritório, na fila. Se a informação principal está só na fala, ela se perde. Isso muda como você escreve: a frase-chave precisa aparecer também como legenda ou como texto na tela, e a imagem precisa fazer sentido sozinha.

Um efeito colateral disso é bom pra gravação. Quando você já sabe qual texto vai aparecer na tela, o roteiro fica mais enxuto — a fala não precisa repetir o que está escrito.

Quebre o texto em tomadas antes de gravar

Aqui está a parte que quase ninguém faz e que economiza mais tempo do que qualquer outra. Pegue o roteiro e divida em duas colunas: à esquerda, o que é dito; à direita, o que aparece. Cada linha vira uma tomada.

Fica assim, na prática:

  • Fala: “A maioria das empresas paga duas vezes pela mesma foto.” · Imagem: você de frente pra câmera, plano médio.
  • Fala: “Porque a primeira sessão foi feita sem briefing.” · Imagem: detalhe das mãos mexendo no material impresso.
  • Fala: “Resolver isso custa uma conversa de quinze minutos.” · Imagem: plano aberto, você caminhando pelo cenário.

Com o roteiro assim, o dia da gravação vira execução. Sem isso, você chega no estúdio com um texto corrido e descobre na hora que precisa de três imagens que ninguém planejou.

Fale como gente, não como release

Corte adjetivo e coloque número. “Atendimento ágil” não diz nada; “a gente responde no mesmo dia” diz. “Ampla estrutura” não diz nada; “120 m²” diz.

Frase de release também é longa demais pra ser dita sem tropeçar. Se você não consegue ler a linha em voz alta de um fôlego só, ela é comprida demais pra câmera. Corte no ponto onde faltou ar.

Um teste rápido antes de aprovar: substitua o nome da sua empresa pelo do concorrente. Se o roteiro continuar fazendo sentido, ele não é sobre você — é sobre o setor inteiro, e não vale gravar.

No final, peça uma coisa só

“Segue a gente, comenta, salva, clica no link e chama no direct” é o mesmo que não pedir nada. Escolha o único gesto que interessa pra esse vídeo e peça ele, de preferência dizendo o que acontece depois. “Chama no direct que a gente manda a lista” funciona melhor que “entre em contato”.

Escreva pensando em gravar em lote

Roteiro isolado é caro. Roteiro em série é barato, porque você grava tudo num bloco só de horas.

Se você escrever quatro roteiros de uma vez, dá pra gravar os quatro na mesma locação, trocando de camisa entre um e outro pra parecerem dias diferentes. Os cinco ambientes cenográficos do estúdio ajudam nisso: o roteiro que pede conversa vai pro sofá, o que mostra produto vai pra bancada da cozinha, o que precisa de fundo limpo vai pro fundo infinito. Nada disso custa tempo de montagem, porque já está montado.

Uma dica de enquadramento, já que Reels é vertical: deixe espaço acima da cabeça e não encoste na parede. Vertical corta as laterais, e quem grava colado no fundo perde a sensação de profundidade. Com pé-direito de 3,00 m e área livre, dá pra afastar bastante.

Se a gravação envolve mais gente — equipe, cliente, convidado —, cabem até dezesseis pessoas no espaço, então não é preciso dividir em dois dias.

O roteiro está pronto quando

Tem uma ideia só, uma primeira frase que provoca, texto que se entende sem som, cada linha com a imagem correspondente ao lado e um único pedido no fim. Se faltar qualquer um desses, ainda dá pra gravar — só vai custar mais tempo, e o tempo é a parte cara.

Se preferir não escrever nada disso, é exatamente o que a gente faz no serviço de produção de vídeos para redes sociais: roteiro, gravação e edição, no estúdio ou na sua empresa. E se o roteiro já estiver pronto e faltar só onde gravar, fale com a gente pra ver a agenda.

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